16 de março de 2013

tomando você em um gole só.

seus olhos lua
ficaram tão lindos
borrados de cansaço do lado da maçã da curva mais linda sua
sussurrei:
— única olheira bonita é a tua.

tão privados da maldade,
tão novos
e lindos fitados ao léu do
ninho nosso
e fechados eu nem percebi
que acordaram um pouco inchados;

perfeitamente acomodaram meus lábios,
selei com um beijo aflito e o tempo tão sábio
alinhou na hora certa
tua pupila na minha
me fazendo sorrir quando deveria dissertar
sobre o que é se apaixonar
e depois fugir
pra saber
que Platão estava certo
o verdadeiro amor nunca deveria ser concretizado
mesmo tudo tão louco
sempre
vou estar perto e liberto
pra amores tão
caçoadamente
belos.

fato é
que a alma carece de paz provida de
noites de guerrilhas
insisto,
a vida é kamikaze de festinha de interior:
a gente tem mais medo das ferrugens do que da adrenalina
sem metaforas:
vivendo e se protegendo
                                                                da dor.

6 comentários:

  1. Nossa, adorei seu poema!! Você escreve muito bem!!
    Aliás, obrigada pelo comentário no meu blog!!
    Bjs e até a próxima!!
    http://amoreoxigenio.blogspot.com.br

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    1. Obrigada! Adoro seu blog, sempre passo por lá... Beijos!

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  2. Vou dizer o que depois de ler esse poema sensacional? Perdi as palavras.
    Mandou muito bem, Natália! Adorei!

    Sacudindo Palavras

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    1. Vindo de você me enche de felicidade! Obrigada, Erica...

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  3. Que poema lindo, vivo fuçando blogs do gênero e dificilmente encontro algo de tal delicadeza. Parabéns!

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  4. fazia tempo que eu não via um poema tão lindo! me encantei com cada linha :)

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