30 de janeiro de 2013

Se olhei no fundo dos teus olhos foi porque eu procurei algo meu perdido dentro deles.

Sei que tantos estão acostumados a ideia de que tristeza e mimimi ninguém aguenta, mas o que me deixou assim foi a incerteza. Não minha mas de alguém que me fez refém, fugiu e me deixou acorrentada e que mesmo falando tanto, acabei calada. 
Eu lhe disse que o queria e disso nunca abriria mão, ele disse que pra ter paixão precisaria de avaliação. Eu sou lá mulher de provas? Fugi -mas ainda estou aqui. 
Tonta, eu sei. 
Obrigada, sério, obrigada pela tua posição de me mostrar minha estupidez de amar quem gosta de me ver sofrer, por tirar minha débil ignorância de acreditar que a estrela aceitava pedido queira ele merecido ou não. Ah! E não posso me esquecer de te agradecer pela farpa ali tão acostumada que se fez de escudo, pra de amores ogros matar o raptador sem fogo ou mensagens de celular.
Quando tu quis, eu não quis, quando lhe quis foi tu quem não quis; e desse desencontro marcas fiz, me ofereci pra cuidar e você se pôs a ignorar. 
te sinto
já não caibo em outros 
me acostumei
a seu desatino
me perdi
e quero me achar
mas como vou procurar
se tudo meu
ficou em ti?   

Nesse rodapé te digo tchau olhando pela fresta com som de saudade e gosto de bem te quero, meu poeta.

Um comentário:

  1. eu acho que ao menos uma vez na vida todo mundo passa por isso, chateia demais e deixa marcas.

    muito bonita sua forma de expressar o que sente :)

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