3 de novembro de 2012

drama desbotado.

pra dar tom as letras.

 Hoje, logo que pintei os cabelos, eu entrei na sala com passos tímidos e deitei no sofá, dizendo bem baixinho cinco palavras importantíssimas daqui pra frente:
Não sou mais sua ruiva. — fechei os olhos e fiquei por ali mais ou menos uns cinco minutos com a cabeça preenchida por saudade e devaneios - um tanto tristes pra ser bem sincera.

Mas agora que deveria me sentir bem sem a parte que me incomoda, que me sangra e arde até as dores que pensei que nem existiam, percebo, eu vivo tão carente de você. E grito na minha imaginação que anda tão escassa de novidades a duvida do porque de você me fazer tão mal, e grito com tanta força e solenemente despida de consciência, que a resposta vem rápida - choro, como nunca chorei por nenhum amor antes. Assim tento que o morno vire quente de novo, mesmo sabendo que um só não faz milagre de dois - claramente, não consigo.
E mesmo sabendo o quão irrelevante esse texto possa ser, insisto, afinal, quem sabe o saber faz algo acontecer? E o querer faz parte do ter, que é você e seu.

Vou te amar pra sempre, de um jeito ou de outro, e por tanto não serei mais a ruivinha de ninguém pois alinhar a você seria tão vil quanto seu sumiço e maldades de pré julgamentos de personalidades que nem sou. Ah, só pra constar, nem parece você quando mostra esse lado da sua alma tão escura e opaca.

Enfim, prometo que esse foi o ultimo, mesmo sabendo que já não consigo mais escrever sobre ninguém sem depois contornar a historia para verdades minhas, irei deixar a janela com um pano branco pra nunca mais te ver, e se você insistir em aparecer, - ilusão - irei ver só sombras -como já vejo com frutos da imaginação.

PS: Antes que ache que seja pra outro, entenda, que você é o único dono dos meus textos e por um longo tempo será, só não mais verá, por publicação omitida minha.
Com todo meu amor, não mais sua nem ruiva;

Eu.

6 comentários:

  1. Curioso... Meu processo de desapego teve como marco o dia em que eu VOLTEI a ser ruiva... Acho que foi o dia em que eu voltei a ser minha.
    Fiquei curiosa pra saber de que cor estará teu cabelo agora! (assim que digitei "agora", Caetano cantou "e agora").

    Belíssimo texto. Amei o "quem sabe o saber faz algo acontecer?". Li, reli e treli as frases em itálico.
    Boa sorte pra você, flor! Seja ruiva, morena, loira, careca, sozinha ou acompanhada. Sorte sempre!

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  2. @Luíza fico até boba com tantas lindezas em um só comentário... Mas voltei a ser morena... Obrigada, mesmo e mesmo! Beijos e volte sempre!

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  3. Ah, guria... esse texto na melodia da voz de Caetano é covardia ♥
    Mas eu entendo isso, de desapegar. Li uma vez num livro que a mulher, quando "cresce" ou muda algo dentro de si, faz com que isso se torne externo também, fazendo uma marca, seja no cabelo, um furo na orelha, tatuagens... mas há sempre algo.
    E o amor... continua. Porém, transformando-se.
    Beijo!

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  4. Flor tem sorteio no meu blog, corre lá!
    Ótima semana pra vc ;*

    refugiosinsanos.blogspot.com/

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  5. Olá, alguns anos atras eu comecei um blog chamado Misantropia Momentanea (http://misantropiamomentanea.blogspot.com.br/). Acabei perdendo aquela conta; resolvi começar outro esse ano e estou entrando em contato com todas as pessoas que liam o MM, se for do seu interesse, gostaria muito que desse uma passada no meu blog novo!
    Link: http://saidthegiant.blogspot.com.br/

    Obrigada,
    CM

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  6. Li o texto enquanto ouvia a música. Ah, suas palavras ao embalo doce da voz do Caetano. Apenas apaixonada, só não sei por qual mais. Eu amei teu blog, tua maneira de escrever é viciante.

    Acompanhei, com certeza, sweet.

    Beijos, Letícia - @welovendless ♡
    http://wesoldiersoflove.blogspot.com.br/

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