20 de outubro de 2012

sobre nada e tudo, 2 por 1.

Preciso tanto escrever, sobre você, sobre mim, sobre as feridas de um presente que faz do futuro algo não tão promissor. E se quer saber, eu nem consigo escrever, e se já não consigo... Não vivo.

Penso se existe tal alma da qual creio tão cegamente, disso não quero ser cética pois a sinto a cada batimento cardíaco... Essa invenção ficou despida e destruída por folclores passados, loucos, insanos e que deixam pistas do mal-querer em recados legíveis de cento e quarenta caracteres; Engolem inercios o álcool que arde a garganta e então, fecham os olhos para deixarem levar-se pelo corpo que carece de menos desespero -fracassam.

Mon amour, mon amour... Pela ultima vez, leia-me com atenção: se queres ser feliz, seja com outra, comigo fracassou quando deixou de se importar e eu, graças a sensibilidade mais que normal, decai num posso de amarguras das quais me arrependo amargamente e se há um ultimo desejo, desejo ter o direito de não me despedaçar por amor uma mais única vez, e se possível deixar a rebeldia por rejeição nunca ser vivaz novamente.

Saiba que sem querer escutei um "você é a rainha de mim", mas na verdade era um "você! saia de mim".
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Quando tinha la pelos meus nove anos e ainda ansiava ser pirata, escutei uma conversa da minha vó com se não me engano, uma amiga dela, dizendo com um tom humorista: "Ah, de amor ninguém morre". Era verdade, de amor ninguém morre, mas é como se ele fosse a arma e o apaixonado ludibriado pelo amor errante fosse o gatilho... A ocasião termina o resto. Então chamam enfim o defunto de suicida, e pra mim um suicida não é nada mais do que um cara que leva as coisas ao pé da letra e que quando escuta um  "os incomodados que se mudem" se lembra do quanto incomodado com o mundo se sente e aluga um pedaço de terra na eternidade. 

Acho que é pra isso que vim, pra jogar toda a bagunça da minha cabeça nas teclas embaraçadas -nunca entendi o porque de não serem como o alfabeto- entre espaços e "enters" e sem mais ou menos me sentir bem, alias, nem chamaria de escrita e sim, escapismo.

4 comentários:

  1. Tentamos escapar de tudo o que nos faz sofrer e incomoda, mas infelizmente, não é assim que as coisas funcionam, por mais que todos digam que nós temos o controle de tudo, não temos, principalmente o de nossos sentimentos. Beijo

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  2. Também anseio o direito de não ser mais despedaçada pelo amor.

    Estou encantada com esse trecho: "um suicida não é nada mais do que um cara que leva as coisas ao pé da letra e que quando escuta um "os incomodados que se mudem" se lembra do quanto incomodado com o mundo se sente e aluga um pedaço de terra na eternidade".

    Muito bom. Beijos!

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  3. jogar as babunças da cabeça em teclas não é fácil, mas você a faz bem.
    E acredito que dessa forma possa se ajudar nesses momentos não tão fáceis e sem perceber ajudar pessoas que passam por aqui e vivem algo parecido.

    Gostei muito do seu blog :)

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  4. Até o momento nunca sofri por amor, no sentido carnal entende.
    Mas me sinto "presa" a uma pessoa, a qual nos afastamos e nesse mês faz 9 meses que não nos falamos.
    É doloroso. Talvez isso seja amor.
    Sei lá.


    Adoreiiiiiiiii aqui *--*

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