1 de julho de 2011

Fatos clichês ás vezes ficam melhores ditos em versos de alguém que não sabe fazer rimas e nem títulos coerentes.

Era noite,
Ultimo dia do mês,
Entre sete e oito horas.

Estava eu de óculos novos,
E decisões novas também.

Você estava como sempre indescritível,
E com a decisões em mãos.

Conversamos entre vinte a trinta minutos,
Forçadamente inalando o choro,
Mas não derramamos uma lagrima se quer.
O orgulho se impôs e nem percebemos.

Você subverteu a intenção,
Reascendeu algo que eu pensei que nunca mais viveria,
Não com você, de novo.

E a saudade se transformou em duas palavras,
Eu & Espero.

Voltei para casa,
Fiquei de sorriso aberto,
Lavei a louça que poderia ter deixado para o amanhã,
Não senti o gosto amargo do café,
E troquei o macarrão instantâneo por um self-service.

Isso lá se chama zerar e recomeçar ou
mudança de personalidades-instantaneamente-juntas?
Sei lá, eu só sei... Que sei.
Sei que não há como se separar uma sombra,
Mas, há sempre como se juntar a mesma,
E se tornar um só, como há de ser.

4 comentários:

  1. Ah, logo vi! O orgulho... sempre ele.
    Maldita inutilidade que no viciamos em utilizar para nos afastar da felicidade que tanto dizemos buscar!
    Belo blog, meu bem!
    Não pare mais de escrever!
    Beijo.
    ............
    texticuloscronicos.blogspot.com

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  2. Ndisantis... É de autoria sua? Caramba... Parecia que estava lendo Clarisse Lispector!

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