18 de junho de 2011

(In)direta.

Observação: isso não é bem um texto e sim ânsias de sentimentos mútuos.
Eu sei como é difícil para ti, ver que quando tudo esta dando certo eu estou ali te atrapalhando, transformando tua mente em turbilhões de emoções, sendo cruel como dá ultima vez em que estivemos fisicamente juntos. Mas você não sabe, tampouco imagina a intensidade do que digo. A minha viagem foi interrompida quando sábado tu me ligou, me fez sentir como o primeiro encontro, tudo tão bobo, mas tão real. Então, segunda tu vem me dizer que cansou de esperar, que precisa viver, e que com quem já está decidido -alguém que não eu. Entender nunca foi o meu "forte", digamos.


E finjo que acredito no que dizem sobre o amor,
Eu finjo que é eterno, mas te peço, por favor,
Esquece tudo e vem passar comigo essa madrugada tão fria.


Por isso, olho para você o tempo todo, driblando a razão, os olhares alheios, tudo. Pela unica tentativa de ver se você se transformou nesse semblante, ou se isso não passa de uma ilusão.
Rascunhei bilhetes, passei pela sua casa, liguei só para ouvir a tua voz na secretaria eletrônica, mas acordei sem vontade de tentar quando não ti vi mais. Tudo foi tão previsível, mas não para mim, eu não sei acertar se quer uma vez na vida, se quer sei me acostumar...

Ah, se você pudesse sentir,
Como é não conseguir dormir,
Sem ouvir a tua voz cansada.

Há muitos meses atrás, eu falhei, mas acreditei que você seria "bom" o bastante para me aceitar de volta, estava tão errada e você sempre me enganando sem nem saber, deixando tudo tão subentendido.
Orgulhoso, nunca puxou uma conversa que seja. Agiu como se estivesse bem, comigo ou sem. Provou que não era o mesmo, todo aquele rock'n'roll te ensinou a viver melhor sozinho, e a vida te destinou a me ignorar, a me humilhar para que assim te desse mais valor, que seja, que tenha funcionado, mas olhe bem para mim,  isso machuca mas do que deveria, e o que você me causou, nunca pensei que alguem seria capaz de me causar.

O ultimo suspiro antes de morrer, será seu nome o qual eu sussurrarei. 

Fim. Não de nós, mas de uma lasca minha, a lasca que eu tomei tanto cuidado para não quebrar, porém, é tudo tão impossível -principalmente quando se trata de você. A lasca ainda está ao chão, cabe a você pegá-la e colá-la ou joga-la ao lixo, matá-la.

4 comentários:

  1. Gostei bastante do Blog.
    Muito interessante !

    É bom ver a cada dia que passa mais originalidade nessa "blogosfera". :)

    Deixo o meu aqui caso queira dar uma olhada, seguir..;
    http://bolgdoano.blogspot.com/

    Muito Obrigada, desde já !

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  2. Oi =) pra quem não lembra eu sou a Amanda Romero do Keep Breathing e estou reabrindo o blog. Fiquei um tempo sem escrever por falta de tempo, mas quem escreve sabe que quando não se coloca essas palavras pra fora a mente vira um furacão.
    Tem post novo (http://amanda-romero.blogspot.com/2011/06/o-problema-voce-nasce.html)
    e se gostar da uma olhadinha no resto do blog =) http://amanda-romero.blogspot.com/

    Obrigada.

    /Adoro a forma como você escolhe as palavras. É delicado e chocante ao mesmo tempo. Gosto daqui.

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  3. Amei. Relacionamentos começam, terminam, voltam... é uma coisa complicada, mas não podemos nos abalar com o fim das coisas. Tenho acreditado muito que cada um de nós tem uma coisa especial reservada, esperando ser desvendada...

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