16 de junho de 2011

1nside.

Que seja verdade, que seja uma verdade nua, crua, pura, puta, "puta?", puta. Não quero ouvi-la de qualquer maneira. Não quero saber, sentir, viver, não quero lembrar que esse corpo que chamam de vida se habitou justamente na minha alma para fazer de mim, eu. Não quero ter a lembrança de que a sobrevivência é fato e qualquer sensação de viver é valida. Não quero morrer sem parar por algumas horas de pensar tanto em como se vive, e sem aprender a deixar levar-la.

Fui criada em meio a objetos personificados pela minha mente para que frequentemente tirasse de mim essa carência de afeto. Algum sinal, um fluxo de amor totalmente impossível, algum sentimento... Não houve. E essa foi a primeira -desejada ultima- vez em que falhei. As demais foram dolorosas, mas não como qual e assim, forçadamente aprendi a enfrentar "os baques da vida". Se isso adiantou? Ah, adiantou nada... Ainda sofro diariamente pensando em como reconstituir as lascas perdidas em meio ao dia-a-dia esquecido no mesmo e lembrado ao anoitecer.

Eu simplesmente não me encaixo aos demais, essa identidade de artista inacaba persistindo em fazer papel principal mesmo sabendo que nessa peça esse papel não se encaixa, me irrita. Viver buscando verdades guardadas no fundo dos olhos já fechados por uma cortina de desespero e incompreensão, cansa. Andar vagamente como se contasse os segundos de um semáforo para chegar ao verde, isso eu não hei de engulir. Nasci como o animal errado, deveriam ter me feito passarinho, assim pelo menos poderia voar, ser realmente livre, poder pular do alto sem cair ao chão e sim subir ao céus com a ajuda do vento.

Ainda assim, me defino em sem definição, continuo acreditando que as estrelas são realizadoras de desejos e que fadas fizeram o meu dente virar moeda e assim prefiro. Mas, que seja, não é mesmo? Ser, é a melhor escolha, ou "jeito" como prefiro dizer, vamos deixar levar... Porém, não se engane, o que está no final, ainda irá continuar, onde arranjei esses sentimentos transcritos d'uma forma tão melancólica, existem muitos outros e deixarei para tais textos futuros e se lhe agradar, tente voltar aqui para que possamos dividir um pouco do meu café, ou de chá, talvez até d'um violão que tocarei, ou se tu for usuário, um cigarro que não fumarei... Mas só volte, gostei de você.

3 comentários:

  1. Adorei o blog, palavras diferentes do que eu estou acostumada ver por ai. Parabéns, voltarei mais vezes também. :)

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  2. Querida, sua escrita fascina, tem um sabor diferente. Um cheiro agradável de sinceridade e amanhecer. São bem encaixadas e dançam, leves, flutuantes.

    Beijos.
    Equipe Vinte duas Letras.

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  3. Gostei, dessa vez você caprichou bem no vocabulário e isso deu um peso a mais que simplesmente me enfeitiçou.

    Beijos,
    Jaqueline.

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