5 de março de 2011

Depois, o que vem?


Sempre segui aquele pensamento de que a unica filosofia existente e verdadeira é a morte, mas outra filosofia que segui e nunca soube foi de passo-a-passo me tornar humana, pois ser humana é ser ruim... Somos monstros, agimos no impulso e nem pensamos em planejar o amor, mas com certeza traficamos o ódio.
Sabe, quando o dia vai embora em frações de segundos é porque pensei tanto, em tantos momentos vividos e em tempos - diga se de passagem, perdidos - que eu deveria ter aproveitado invés de me afogar mais e mais, até chegar ao ponto de hoje, totalmente afogada. 

Tenho dezesseis anos e creio que uma dor de trinta e poucos dentro de mim, sobre mim sei que ás vezes canso de viver, ou de ficar esperando o que eu sei que é impossível, e quase sempre espero muito das pessoas, confio mais em quem diz ser meu amigo do que em mim. Com doze anos comecei a perder pessoas especiais e experimentei a afobação de uma respiração quase inexistente... E tudo isso para sobrar solidão, que se soubesse teria me protegido para não tomar, mas nem de graça, uma dose dessa dor terrível e uma das mais doidas que já senti em todos esses dezesseis ou trinta e poucos anos de vida.

Agora me vou, pois já me matei demais por hoje, espero um dia parar de escrever coisas melancólicas, mas acho que essa é a principal e uma das ultimas perspectivas que tenho da vida, e se um dia alcançar, digo, se um dia encontrar a felicidade, o que mais irei fazer? O que virá depois? Valerá apena?

Pauta para o bloínquês, edição visual - 59ª edição.

3 comentários:

  1. Querida, foi mais, não sei explicar, mas seu texto me passou o medo de querer confiar em si, de acreditar... Um pouco melancolico, sim, mas também realista. Ótimo texto...
    E com esses pensamentos nunca vai cessar essa matança de si mesma.
    até
    Lindo o seu blog

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  2. Não que seja mais fácil escrever sobre a melancolia, mas ela sempre é mais abundante.Infelizmente.

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  3. Gostei do texto. É uma opnião um tanto diferente da que eu tenho. Porém foi bem escrito, tocou.

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