28 de fevereiro de 2011

Sem mais delongas.



Você dormindo, e eu fitando seus olhos e seus gestos tão inocentes e delicados, tão únicos que mal consigo decifrar qual é a sua intenção, porém continuo achando que seja me deixar as traças - pensava eu, sem nem imaginar que sua carta era justamente a qual eu mais temia.
Em seis meses de carinhos e promessas, se acabou feito a inocência de uma criança ao fazer sete anos. Finalizou-se assim, sem visitas ou míseras desculpas, apenas um adeus e cada um seguindo seu rumo ao futuro do acaso sem um ao outro, tristes e culpados.

Se hoje voltei, foi por não aceitar frases feitas. Não quero palavras como gorjetas de solidariedade. Quero um porque. E se queres saber tenho sede de vingança  na qual a agua é ver aquele garoto roqueiro tentando suportar sua mais preciosa guitarra estilhaçada ao chão.

  Vida monótona sem você, não dá.

Um comentário:

  1. Adorei! Esse estilo melancólico sempre me faz viajar.

    beijos.

    ResponderExcluir