20 de novembro de 2010

infância solitaria...


Queria ter um cafofo igual ao que fazia na infância para me proteger do bicho-papão , logicamente hoje em dia não seria para me proteger de monstros e sim da dor , que é tão agressiva e parecida com a mentira do que imaginávamos. As duas nos enganam no começo , nos envolvem e logo depois dão o bote deixando-nos de queixo ao chão e coração espatifado.

Meu corpo se cansou , entregou as cartas e pede arrego , para essa taça amarga de vida – ele que pensava ter tolerância , veja só.
Parece até aqueles filmes dramáticos , no qual o cara vive na boemia , se esquivando da ex que o trocou por algo “melhor” , digo que não é isso , mais posso lhe dizer que é quase.
Mas então , me diga seu credo… vamos conversar , sem tocar em despedida , só fiquemos a noite em claro, pensando em algo alem de nós , além de amor , além de dramaturgia .
Não temos assunto não é ?Somos fracos o bastante , para conseguirmos ficar juntos sem um de nós pedir para voltar.. Agora entendo o porque de não haver amizade depois do namoro , nós sempre vamos lembrar, mesmo que você queira esquecer , sua memória não o deixara , desista e siga em frente.. mais sempre pensando em mim, mais não peça para voltar.

4 comentários:

  1. É, Nati, as coisas são assim mesmo. Quando mais precisamos de um refúgio, ele não aparece para nós. O que nos resta? Encarar a realidade e ficar cada vez mais fortes na luta contra a dor!

    Um beijo, Diva ♥ :*

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  2. Não podemos nos entregar por causa das dores, ou para elas, temos que seguir em frente, de cabeça erguida e com a esperança de que dias melhores virão. beijo

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  3. Temos um presente: http://pajux.blogspot.com/

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  4. fins de namoro ou de relacionamento são um estranhamento sem fim. e dói. acho a dor mais linda do mundo porque é proporcional ao amor que havia. no fim o que sobra são as coisas banais. mas um dia a dor passa, como o tempo.
    beijo

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